Das coisas que a gente jurava que sabia :
I – Ficou faltando o acabamento.
Tá. Ser mãe é muito mais do que a pessoa espera. Em todos os sentidos: muito mais amor, muito mais alegria, muito mais zelo, muito mais preocupação. E muito, MAS MUITO MAIS cocô. E arrotos. E puns. E secreções em geral.
Assim que funciona: passadas as setecentas e cinquenta semanas de gravidez, a mamãe natureza diz que é hora de nascer. Só que ela esquece de explicar que o sistema digestivo da pobre criatura ficou assim, meio por fazer. A criaturinha nasce toda pronta, exceto pelo sistema digestivo. Meio inacabada mesmo.
Isso não chega a ser um problema, até que o pobrezinho resolva comer. O fluxo normal ENTRAR – SAIR PELO LUGAR CERTO – NA HORA CERTA é substituído por ENTRAR – SAIR POR TODOS OS ORIFICIOS – A QUALQUER MOMENTO.
Isso que a natureza é mãe. Imagine se fosse madrasta.
II – Da lenda do “você tem que dormir quando ele dorme”
Ok. Esse é o conselho da mulherada: “durma quando ele dorme”. Certo. Mas e quando vou checar meus emails? Quando ele for checar os dele? E deixo pra lavar os cabelos quando? Quando ele sair pra tirar a carta de motorista?
Não funciona. Próximo.
III – Quem chora na vacina é a mãe
Uma tortura. Eu me descabelei, chorei, sofri. Foi o pai que segurou, não só o bebê mas a barra de ver a esposa mentindo pra moça da clínica de vacinação: “deixa eu levar ele, vai, eu trago ele pra vacinar amanhã sem falta, deixa eu levar, deixa eu levar”. Lamentável.
IV – Os palpites, ai os palpites
De todos os tipos, vindos de todas as gentes. Em casa, na rua, onde vocês estiverem, você e o bebê, também estarão os comentários do tipo:
- ele não está com frio? (com calor/com febre/com cãibra/com dor de cotovelo/com ressaca?)
- mas será que não tem muito vento? (chuva/sol/brisa/neve/trovoadas/tsunami?)
- você não acha que ele está dormindo pouco? (muito/de costas/de lado/ de novo/roncando demais?)
Sério. A intenção até é boa, mas mon mari e eu ignoramos quase todos. Ainda bem, pois até meu porteiro se credenciou pediatra “vai chover, melhor não sair com o pequeno”, diz ele.
Mole?




