26
Nov
confissões de uma mãe viciada

 

Tá bom, então vou imprimir todos os comentários de vocês e levar pro terapeuta, confere?

E ele que se vire.

Dia desses eu conto pra vocês dos tiques e manias que eu venho observando no rapaz.

Primeiro que ele é um piscador rapidinho, sabe daqueles? Aquele tipo que fica um tempo sem piscar e daí, quando pisca, pisca 12 vezes seguidas?

Minha prima era uma piscadora rapidinha. Quando eu era criança eu achava isso um charme. Tentei imitar o tique dela durante meses, mas percebi que essas coisas eram um presente de deus pra pessoa, não adiantava querer imitar.

Uma coisa que me irrita um pouco no meu terapeuta é que, quando ele fala a palavra BLOG, ele não pronuncia bloG, com o G no final. Ele fala algo parecido com bló, meio como se tivesse nojo, sabe? Uma coisa meio blé, colocando a língua pra fora. Bló. Irritante, vai?

Pra finalizar, ele me lembra o Mr. Bean. Eles não são mega parecidos, mas eu costumo dividir as pessoas em categorias de parecimento, e ele definitivamente pertence à categoria Mr Bean.

Não sei se vai prestar essa terapia. Olhar pro Mr Bean, piscando freneticamente e colocando a língua pra fora pra falar do meu bló me desconcentra um bocado.

fale-me sobre o seu bló

***

Duas semanas atrás eu convidei três cumadis pra participar de um vídeo da TV MMqD, que acabou não indo ao ar, por motivos de saúde e razões variadas.

O tema enviado às participantes foi sugerido pela Mari, nos seguintes termos:

“Acidentes, gafes, situações em que vc foi uma péssima mãe -- tipo esquecer de levar fraldas em viagens longas (oi!) ou bater com a cabeça do filho na hora de colocar na cadeirinha do carro”.

Entendam que a razão dela ter escrito a palavra OI!, entre parênteses, assim ó: (oi!) foi justamente porque -- óbvio -- eu mesma já esqueci as fraldas do bebê.

Pois vocês acreditam que o denial e a amnésia materna me acometeram de um tanto, que na hora que li, pensei:

- Gente, mas que tipo de mãe vai pra uma viagem LONGA cas criança e me esquece de levar as fraldas, me diz?

Juro pelo meu filho que pensei isso.

Ou seja: meu inconsciente não só esqueceu DE VEZ que eu levei a cria do Rio a Paris SEM FRALDAS NA MOCHILA, como ele ainda me mandou um recado dizendo “diga que não foi você, diga que nunca fez isso”.

De qualquer forma, queria pedir desculpas a Letícia, Mariana e Giuliana pelo cancelamento do vídeo em questã.

E pra vocês não ficarem completamente des-videa-das, eis Noah aqui, no último dia dele com 2 anos de idade, cantando, serelepe, todo bilíngue-lhes.

***

Agora voltando à terapia.

Algumas coisas que ele mencionou, como o tempo despendido na Interenet, faz sentido vai?

Daí tomei a liberdade de formular um super Questionário de Avaliação de Vício e Dependência para com o Mundo Virtual.

Sigam-me os bons:

1. Você costuma proceder a leitura de blogs no banheiro?

Sim.

2. E acha isso correto?

Sim. Chama-se otimização do tempo. Do latim poupam-tempusos.

3. Já interrompeu tarefas nobres e prazeirosas, só para ficar na Internet?

Sim.

4. Já ouviu do seu filho “mamãe, sai da frente do computador!”

Sim.

5. Já sonhou com amigas blogueiras as quais nunca conheceu pessoalmente?

Sim.

6. Sente que, às vezes, tem mais apoio de amigos virtuais do que os reais?

Sim.

7. Já conferiu comentários ao seu post na mesa de um restaurante?

-Sim.

8. Na frente do seu marido?

- Não.

9. Você espera ele ir ao banheiro?

- Sim.

10. Já entrou na Internet depois da uma da manhã?

Sim.

11. E das 3 da manhã? 4? 5?

Sim. Sim. Sim.

- Já conferiu o celular antes de entrar na igreja pra casar?

- Não.

já mandei pro face, agora deixa só eu dar uma tuitada e...pronto, posso casar.

(é que eu não casei na igreja…)

Se você respondeu SIM à apenas uma ou duas perguntas, CONGRATULATIONS! Você é pessoa equilibrada e sabe dosar os blós, tuits e livro das faces de maneira exemplar.

AGORA. Se você, como eu, mandou SIM adoidado, só posso te sugerir que procure o Mr Bean piscador frenético mais próximo de você.

Rehab, Amy, rehab.

 

 

 




23
Nov
minha mãe embagulhou

Eu andei dando uma bela embagulhada.

E por favor, cumadis do bem, me poupem de argumentos de que me viram na TV MMqD e que eu tô toda em cima. Gente. Com a câmera fechada em mim daquele jeito, o que vocês sinceramente conseguem ver de minha pessoa naqueles episódios? O pescoço? Pois ok, eu admito: meu pescoço está deveras inteiraço: meu pescoço é gostosão, meu pescoço é boazudo, ele é a parte mais playboysível de mim mesma – muito provavelmente a única.

Mas o resto anda precisado de revisão. Existem áreas mais críticas, feito o músculo (?) do tchau e aquela pele mais marromeno que fica entre as pernas, sabem qual? Dá vontade de pregar-lhe um durex, puxar a pele e fazer um acabamentinho na parte de trás. Chama-se lipo DIY.

Aliás, eu sempre me pergunto porque raios as peles mais passíveis de acelulitamento, enrugamento ou amolecimento estão localizadas sempre em regiões mega visíveis pelo público presente? Porque que a mãe natureza não teve a delicadeza de me colocar esta pelezinha propensa à flacidez no calcanhar da pessoa? Nos dedos? Embaixo da unha? Me digam QUEM no universo iria perder noites de sono com manifestações celulíticas na região da nuca?

Daí você me pergunta: Mas você não faz a porra da yoga? Não era pra estar com o bracinho todo Madonnificado? E eu te respondo: People, a yoga que Madonna faz não vem a ser a mesma que eu faço. A que eu faço é uma belezura, toda meditante, toda amiga, toda companheira  da alma. E é ela a responsável pela vitoriosa marca de apenas UMA desavença em mais de três anos de blog – quase que eu aposento sem uma briga.

Enfim, uma yoga tetéia pro espírito, mas pro corpo ela é meio café com leite.

YOGA ROBERTENTA: eleva o espírito (e nada mais). Elevar espírito queima 2 cal/hora.

YOGA MADONNENTA: quem precisa de elevação de espírito quando se eleva a perna desse jeito?

 

***

Meu terapeuta torce para minha aposentadoria bloguística.

Não que ele me diga isso, assim, abertamente. Terapeutas nunca falam coisas muito abertamente: eles aprendem na faculdade que o chique mesmo é ser reticente. Aliás, terapeutas adoram responder perguntas com outras perguntas, já perceberam? Você questiona:

- Mas você acha isso importante?

E a resposta mais conclusiva e esclarecedora que você há de obter é:

- Eu? Porque? Você acha?

Meu terapeuta acha a blogosfera materna opressiva. Não que ele tenha admitido isso assim, abertamente. Mas ele usou a palavra “oppressive” cinco vezes enquanto falávamos da minha relação com o blog, a maternidade e a blogosfera.

Interessante que terapeuta tem uma linha de raciocinio de deixar qualquer novelo de lã com inveja: da blogosfera, ele passou pro aborto, depois pras tentativas, testes negativos, falsos positivos, mais perdas, fantasmas e medos.

Rodou, rodou, até chegar no clássico dos clássicos, o famoso, o insubstituível:

- Agora fale-me sobre o seu pai.

O pai, sempre ele. O que tem uma coisa a ver com a outra?

Juro por Deus que se eu tivesse mais intimidade com o terapeuta eu mandava logo um clássico da literature sheakspeareana ”But what does the asshole have to do with the pants?”

(mas o que tem o cú a ver com as calças?)

***

Eu já fiz minha lista de resoluções pro ano que vem.

E vocês? A minha listinha inclui: lidar com fantasmas do passado, passar menos tempo na frente do computador, aprender mais uma língua, acrescentar yoga Madonnenta ao meu pacote de “yoga boa pro espírito”, conhecer mais da Asia, ler sobre feng shui, dançar mais, e secretamente desaparecer do facebook.

Ah! E seguir com Yoga e a terapia. E quem não precisa?

Era uma quarta-feira de manhã quando escrevi as resoluções 2012. Mas em vez dar início a qualquer um desses projetos, eu fui lá e coloquei aparelho nos dentes.

Aparelho. Dentário. Fixo.

porque você sempre pode embagulhar um pouquinho mais

***

Vocês pensam que eu também não acho meio patético a pessoa recorrer a tratamento ortodôntico no auge de sua versão 36.0? Um lado meu está morrendo de vergonha de sair por aí com aparelhos nos dentes.

Por outro lado, só posso agradecer de ninguém ter tido o bom senso (ou a grana) de ter feito isso comigo na adolescência.

Porque, gente, o que eram os aparelhos dos anos 90?!

Os aparelhos daquela época começavam nos dentes, percorriam o pescoço, o cérebro, o sistema nervoso central e iam dar lá na virilha da criatura. Eram infinitos, pesados, maciços. Guardavam resquícios de comidas ingeridas durante 6 ou 7 dias.

Ensejavam bullying, nego era chamado de boca de ferro, de freio de cavalo.

Lembro até hoje do Ferrorama, coitadinho. Ferrorama era apaixonado pela Camila, mas não tinha coragem de beijá-la porque rumores corriam de que os dois ficariam grudados pelos respectivos aparelhos dentários PRA SEMPRE.

- Pra sempre é tempo demais, ele dizia.

Fico pensando o quanto deveria ser irritante pro pessoal que usava aparelho e qual tipo de trauma isso tudo causou.

Só com muita yoga e muita terapia.

E quem não precisa?

 




8
Nov
faça você mesma, os resultados – parte I

Fico até nervosa de publicar as fotos da festa.

Ah, porque, né? Eu sei que tem muita gente que vem aqui que é to-da trabalhada na arte & craft, toda provida de talento, toda Madame Martha Stewart. sei sim.

Mas quer saber? Nasci com duas mãos esquerdas MAS sou audaciosa e cara-de-pau, colegas.

Então bora lá.

Antes, algumas informações sobre a festa, não que vocês tenham perguntado.

- Ao todo foram 18 crianças. A festa aconteceu em um dia de semana e, portanto, os maridos não compareceram, pobrecitos. As mães que trabalham fora (daquelas com horário, chefe e carteira assinada) pediram pra sair um pouco mais cedo. Marido foi a única presença masculina adulta, ó bendito entre as malucas mulheres.

- Não teve cachaça, cerveja ou mé de qualquer espécie.

- Eu comecei a fazer tudo com 4 semanas de antecedência. Meu nome do meio passou a ser Planejamento.

- Como economizei na cachaça e na decoração, me dei ao luxo de alugar uns brinquedos. Foi a melhor coisa que fiz, posto que, na hora da festa, me caiu um pé d’água de abalar Bangu.

- Desde o começo eu coloquei na cabeça que as crianças sentariam na hora do parabéns pra você, como nos velhos tempos. Mas, aparentemente, esses velhos tempos só aconteceram pra quem morava em algumas regiões do Brasil, visto que muita gente me olhou como se eu fosse doida quando mencionei isso no primeiro post sobre a festa. Enfim, quando eu era pequena, na era pré glacial e onde EU morava, as crianças sentavam na hora de cantar parabéns. E eu achei que aquilo fazia todo sentido. Como eram quase 20 crianças a mesa ficou longa, cumadis, ah se ficou. Mas o resultado é tão…tão…tão romântico, tão escola primária no século 19, tão cada um no seu quadrado!

Vou postar algumas fotos hoje e pretendo postar outras no MMqD, na sexta-feira. Assim tenho tempo de ensaiar todo aquele passo-a-passo. Lembrando que a festa não teria existido nos moldes do “faça você mesma” se não fosse por vocês, que me deram tantas idéias e me inspiraram tanto aqui! Vocês e o maridão, deus benza.

No aniversário-halloween-feito-em-casa-do-filhote…

Teve suco servido em jarra de jardinagem:

prazer, sou uma jarra de molhar plantas

 

eu também! eu também!

Teve varal de pipocas:

sou varal de pipocas, sou sucesso absoluto

Cookies feitos pelo marido, dentro de vidrinhos blim-blim:

e eu não disse que ia dar um jeito de blim-blimzar??

Teve balão fantasminha:

pra que ser apenas um balão se você pode ser um balão-fantasminha?

 

Pirulitos de chocolate que ficaram (quase) em-pe-zi-nhos!

se empurrar, nóis cai

E teve espaço pra criançada desenhar, recortar, criar.

 

Teve mãe bruxa contadora de histórias:

percebam meu talento para assustar a criançada

E teve o homem aranha mais gostoso do mundo:

mistura de spider man com jamie oliver

 

E daí? Deu pra enganar, meu povo? Ou ano que vem é melhor me jogar no buffet e desfilar na Unidos da Isopor?




4
Nov
prepara a pipoquinha que é programaço, colega!

Passadela rápida pra dizer que a-ca-bou de sair do forno o último vídeo da TV MMqD.

Estamos eu, Carol e Mari, juntamente com os respectivos maridos, metendo o pau um no outro abrindo o coração, se expondo e mostrando que nem só de propaganda de margarina sem gordura trans, confete e purpurina é feita uma relação pós filhos.

Para assistir ao vídeo  No divã, com o casal clique aqui!

Revelações fortes. Cenas picantes. Indicado para maridos, namorados e pretendentes. Quer dizer, pretendentes talvez não sejam a melhor audiência, em razão de risco iminente de “despretendimento”.

***

Pra quem acabou de chegar aqui no Piscar, o Minha Mãe que Disse é meu ganha pão. Eu e Flávia administramos o portal com amor e carinho e estamos sempre abertas para receber textos, sugestões, participações nos vídeos da TV MMqD, no forum, na casa toda. Ah! E tem três sorteios rolando: um pra quem está no Rio, um pra quem está em São Paulo e um pra quem reside em qualquer ponto do planeta terra.

***

E se você, assim como eu, não foi convidada pra ir à Ibiza no final de semana, nem pra participar da área VIP de quatro super festas, 3 vernisages e 7 exposições no Castelo de Caras, então manda a pipoquinha pro brastemp e vem comigo assistir  a estas outras pérolas da TV MMqD:

- Mães revelam verdades ocultas sobre a maternidade: Indicado para todas as idades. Não recomendado para aquela sua amiga que está pensando em engravidar. Para assistir, clique aqui.

- Se eu pudesse te dar um conselho…: Censura livre. Não indicado para aquela sua prima que já te falou mil vezes que DISPENSA SEUS PITACOS. Para assistir, clique aqui.

- Mães insistem que os filhos engulam os clássicos dos anos 80 e 90 : Para ser visto de polaina, óculos espelhados e relógio que troca pulseira. A parte I aqui e a parte II aqui.

- Mães confessam que se acham perfeitas: filme que mostra, de maneira inédita e sem cortes, que toda mãe se acha mesmo um arraso. Indicado para todas as mães do mundo, menos as sem celulite. Assista aqui.

 

Beijos e bom final de semana!




1
Nov
Com 3 anos tudo melhora. Mesmo.

Comunidade, a festa foi um arraso.

Já está virando uma chatice isso de eu começar o post agradecendo aos comentários, mas dessa vez vocês salvaram minha vida, minha pele, minha reputação!

Abri todos os links, amei todos os pitacos e copiei várias idéias. Quer dizer, tive que me limitar àquelas idéias executáveis pela turma do básico 1, nível a qual pertenço.

Eu vou contar tudo da festa, falar do modus operandi e postar várias fotos, só preciso de algum tempo pra me organizar.

De tudo, ficou a certeza que vou continuar persistindo nos caminhos do ”Faça você mesma”, ainda que a natureza tenha me cerceado os talentos e me presenteado com duas mãos esquerdas.

***

Gente, pessoas, meu filho tem 3 anos! Três ponto zero, três!

Eu escrevi um post loooongo de aniversário, mas achei que o texto ficou tão babão, tão meloso, tão “meu filho é perfeito e a culpa nem é minha” que resolvi não publicar o tal do texto de aniversário, poupando-as, assim, de minha corujice crônica.

Mas sabe o que é?  Eu ando apaixonada, mega envolvida, e super em lua-de-mel com a maternidade.

Não que eu já não amasse ser mãe: vide blog, vide vídeos, vide tudo. Mas, cumadis, ser mãe de uma criança de 3 anos é OUTRA coisa. Colegas: é to-do um outro conceito de maternagem.

Sabe quando te dizem que aos 3 anos tudo fica bem mais fácil e você já não acredita (porque já te enrolaram aos 3, aos 6, aos 12, aos 18 e aos 24 meses)?

Pois eu tenho boas notícias, senta aqui.

Crianças de 3 anos são seres fisio e psicologicamente capazes de:

- Dormir bem;

- Comer bem;

- Ir ao banheiro fazer xixi sem que você nem tome conhecimento (mas se for cocô você vai ser chamada, querida, that’s your job);

- Não fazer birra, nem dar piti (pelo menos não na proporção vista na versão 2.0).

- Voluntariamente exclamar frases de impacto & responsa, tais como “você é minha vida” e “vai mais devagar com a bicicleta, mamãe.”

- Desenvolver um olhar quase podre de tão maduro, acompanhado do gesto de “ajeitar a franja”. Um exemplo: você (a mãe) está chorando. Ele se aproxima e diz “tá tudo bem, mamãe, tá tudo bem”, enquanto ajeita sua franja. Você leu direito: E-LE A-JEI-TA-A-SU-A-FRAN-JA. E todo mundo sabe que ajeitar a franja de pessoa chorosa é linguagem corporal de seres elevados e iniciados nos caminhos da compreensão, maturidade e empatia.

- Também já são capazes de se aprofundar nos mares da auto-análise. Exemplificando: ele está chato, percebe que está chato e  pergunta “Mamãe, eu tô chato porque eu tô com sono, né?”. Chama-se auto-conhecimento.

Eu sempre notei uma diferença intrigante entre a calma e a desenvoltura de uma mãe de criança mais velha, quando comparada à uma mãe de criança mais nova. Pode perceber. Seria pelo fato de que a mãe de criança mais velha dorme, não gasta dinheiro em fralda e tem a franja ajeitadinha pelo filho? Ou seria pelo fato de que o filho, outrora imaturo e serelepe, é agora sábio, maduro e centrado, feito o Mestre dos Magos?

 

 

baixinho, sábio e maduro: meu filho é o mestre dos magos

***

Claro que não é sempre assim, o rapaz também tem seus momentos de rasgador de dinheiro e comedor de moedas. Mas eu estou realmente impressionada e orgulhosa com o nosso trabalho até aqui. Nosso, meu e do pai. Uma sensação ímpar, de estar finalmente colhendo os frutos do que plantamos.

E é esse que começa a ser o diferencial quando os filhos vão crescendo. As culpas, dúvidas, questionamentos, vão sendo substituídos pela incrível certeza de que alguma coisa muito certa você anda fazendo.

Sabe quando o bolo fica uma delícia, apesar de você não ter seguido à risca a receita?

 

oi, eu sou um bolo sem receita

Claro que questionar é sempre bom e procurar novos caminhos é louvável. Mas sinceramente? Imperfeições são essenciais.  E na maternidade elas tomam forma de parto, amamentação, creche, escola, alimentação e tantas outras escolhas que fazemos.

O filho da gente, ele é um somatório de genética, acertos e erros.

E se você me perguntasse se eu voltaria atrás de qualquer erro cometido ou qualquer escolha que eu tenha feito, eu te responderia:

Depende. Se eu voltar atrás e fizer tudo certo, corro o risco de mudar o resultado final?

Porque se existe o mínimo risco de mudar um fio de cabelo sequer, então a minha resposta é não. Nunca. Jamais.

 

somados erros e acertos, o resultado foi esse