4
Nov
prepara a pipoquinha que é programaço, colega!

Passadela rápida pra dizer que a-ca-bou de sair do forno o último vídeo da TV MMqD.

Estamos eu, Carol e Mari, juntamente com os respectivos maridos, metendo o pau um no outro abrindo o coração, se expondo e mostrando que nem só de propaganda de margarina sem gordura trans, confete e purpurina é feita uma relação pós filhos.

Para assistir ao vídeo  No divã, com o casal clique aqui!

Revelações fortes. Cenas picantes. Indicado para maridos, namorados e pretendentes. Quer dizer, pretendentes talvez não sejam a melhor audiência, em razão de risco iminente de “despretendimento”.

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Pra quem acabou de chegar aqui no Piscar, o Minha Mãe que Disse é meu ganha pão. Eu e Flávia administramos o portal com amor e carinho e estamos sempre abertas para receber textos, sugestões, participações nos vídeos da TV MMqD, no forum, na casa toda. Ah! E tem três sorteios rolando: um pra quem está no Rio, um pra quem está em São Paulo e um pra quem reside em qualquer ponto do planeta terra.

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E se você, assim como eu, não foi convidada pra ir à Ibiza no final de semana, nem pra participar da área VIP de quatro super festas, 3 vernisages e 7 exposições no Castelo de Caras, então manda a pipoquinha pro brastemp e vem comigo assistir  a estas outras pérolas da TV MMqD:

- Mães revelam verdades ocultas sobre a maternidade: Indicado para todas as idades. Não recomendado para aquela sua amiga que está pensando em engravidar. Para assistir, clique aqui.

- Se eu pudesse te dar um conselho…: Censura livre. Não indicado para aquela sua prima que já te falou mil vezes que DISPENSA SEUS PITACOS. Para assistir, clique aqui.

- Mães insistem que os filhos engulam os clássicos dos anos 80 e 90 : Para ser visto de polaina, óculos espelhados e relógio que troca pulseira. A parte I aqui e a parte II aqui.

- Mães confessam que se acham perfeitas: filme que mostra, de maneira inédita e sem cortes, que toda mãe se acha mesmo um arraso. Indicado para todas as mães do mundo, menos as sem celulite. Assista aqui.

 

Beijos e bom final de semana!




1
Nov
Com 3 anos tudo melhora. Mesmo.

Comunidade, a festa foi um arraso.

Já está virando uma chatice isso de eu começar o post agradecendo aos comentários, mas dessa vez vocês salvaram minha vida, minha pele, minha reputação!

Abri todos os links, amei todos os pitacos e copiei várias idéias. Quer dizer, tive que me limitar àquelas idéias executáveis pela turma do básico 1, nível a qual pertenço.

Eu vou contar tudo da festa, falar do modus operandi e postar várias fotos, só preciso de algum tempo pra me organizar.

De tudo, ficou a certeza que vou continuar persistindo nos caminhos do ”Faça você mesma”, ainda que a natureza tenha me cerceado os talentos e me presenteado com duas mãos esquerdas.

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Gente, pessoas, meu filho tem 3 anos! Três ponto zero, três!

Eu escrevi um post loooongo de aniversário, mas achei que o texto ficou tão babão, tão meloso, tão “meu filho é perfeito e a culpa nem é minha” que resolvi não publicar o tal do texto de aniversário, poupando-as, assim, de minha corujice crônica.

Mas sabe o que é?  Eu ando apaixonada, mega envolvida, e super em lua-de-mel com a maternidade.

Não que eu já não amasse ser mãe: vide blog, vide vídeos, vide tudo. Mas, cumadis, ser mãe de uma criança de 3 anos é OUTRA coisa. Colegas: é to-do um outro conceito de maternagem.

Sabe quando te dizem que aos 3 anos tudo fica bem mais fácil e você já não acredita (porque já te enrolaram aos 3, aos 6, aos 12, aos 18 e aos 24 meses)?

Pois eu tenho boas notícias, senta aqui.

Crianças de 3 anos são seres fisio e psicologicamente capazes de:

- Dormir bem;

- Comer bem;

- Ir ao banheiro fazer xixi sem que você nem tome conhecimento (mas se for cocô você vai ser chamada, querida, that’s your job);

- Não fazer birra, nem dar piti (pelo menos não na proporção vista na versão 2.0).

- Voluntariamente exclamar frases de impacto & responsa, tais como “você é minha vida” e “vai mais devagar com a bicicleta, mamãe.”

- Desenvolver um olhar quase podre de tão maduro, acompanhado do gesto de “ajeitar a franja”. Um exemplo: você (a mãe) está chorando. Ele se aproxima e diz “tá tudo bem, mamãe, tá tudo bem”, enquanto ajeita sua franja. Você leu direito: E-LE A-JEI-TA-A-SU-A-FRAN-JA. E todo mundo sabe que ajeitar a franja de pessoa chorosa é linguagem corporal de seres elevados e iniciados nos caminhos da compreensão, maturidade e empatia.

- Também já são capazes de se aprofundar nos mares da auto-análise. Exemplificando: ele está chato, percebe que está chato e  pergunta “Mamãe, eu tô chato porque eu tô com sono, né?”. Chama-se auto-conhecimento.

Eu sempre notei uma diferença intrigante entre a calma e a desenvoltura de uma mãe de criança mais velha, quando comparada à uma mãe de criança mais nova. Pode perceber. Seria pelo fato de que a mãe de criança mais velha dorme, não gasta dinheiro em fralda e tem a franja ajeitadinha pelo filho? Ou seria pelo fato de que o filho, outrora imaturo e serelepe, é agora sábio, maduro e centrado, feito o Mestre dos Magos?

 

 

baixinho, sábio e maduro: meu filho é o mestre dos magos

***

Claro que não é sempre assim, o rapaz também tem seus momentos de rasgador de dinheiro e comedor de moedas. Mas eu estou realmente impressionada e orgulhosa com o nosso trabalho até aqui. Nosso, meu e do pai. Uma sensação ímpar, de estar finalmente colhendo os frutos do que plantamos.

E é esse que começa a ser o diferencial quando os filhos vão crescendo. As culpas, dúvidas, questionamentos, vão sendo substituídos pela incrível certeza de que alguma coisa muito certa você anda fazendo.

Sabe quando o bolo fica uma delícia, apesar de você não ter seguido à risca a receita?

 

oi, eu sou um bolo sem receita

Claro que questionar é sempre bom e procurar novos caminhos é louvável. Mas sinceramente? Imperfeições são essenciais.  E na maternidade elas tomam forma de parto, amamentação, creche, escola, alimentação e tantas outras escolhas que fazemos.

O filho da gente, ele é um somatório de genética, acertos e erros.

E se você me perguntasse se eu voltaria atrás de qualquer erro cometido ou qualquer escolha que eu tenha feito, eu te responderia:

Depende. Se eu voltar atrás e fizer tudo certo, corro o risco de mudar o resultado final?

Porque se existe o mínimo risco de mudar um fio de cabelo sequer, então a minha resposta é não. Nunca. Jamais.

 

somados erros e acertos, o resultado foi esse

 

 

 

 




14
Oct
festa de halloween classuda – parte I

 

Noah vai fazer 3 anos no dia 31 de outubro.

Lembro como se fosse ontem: assim que ele nasceu, o médico olhou pra cara linda do bichinho e exclamou:

- Sabe que dia é hoje, Noah? Dia 31 de outubro, dia das bruxas. Adivinha qual vai ser o tema de todos os aniversários da sua vida?

***

Halloween. Ai, o halloween.

Eu não tenho nada contra a festa em si e tenho zero problema com o fato de ser uma festividade emprestada dos gringos  - afinal de contas, quantas são as festividades genuinamente brasileiras?

O meu problema com o halloween é meramente estético: muita aranha, muito preto, muito laranja.

Ano passado eu “hallowinizei” bem timidamente: umas abóboras na parede, um esqueleto no bolo e só.

Esse ano eu estava justamente planejando uma coisa clean, cheia de tons pastéis, infestada de vidrinhos blim-blim. (Para entender esse post, leia sobre os planos da festa aqui.)

Ocorre que Noah está numa fase super mega blaster black. Adora bruxas. Ama morcegos. A Cuca. Se amarra no Lobo (até desconfio que torça por ele, em todas as histórias). Não dá a mínima pra joaninha, pra oncinha pintada, ou pro coelhinho peludo. O negócio dele é aranha. Semana passada ele falou enquanto dormia. Ele gritava “This spider is mine! She is my friend, I love her!” (nós não falamos inglês em casa, mas o rapaz sonha na língua que ele quiser, não é verdade?). Era um tal de “Essa aranha é minha, ela é minha amiga, eu a amo”. Avalie.

Eu não tenho nada a ver com isso, o rapaz enveredou so-zi-nho pelo caminho das trevas.

Mas é lógico que o fato de ter um filho dark, por si só, não me faria sucumbir a aranhas ridículas, máscaras paraguaias e TNT alaranjado.

Foi toda uma gama de sinais dessa vida da gente. Pense comigo:

1. Aqui o halloween é uma festa importante, muito mais pela influência estrangeira que pela cultura local. E, pelo que tenho observado e ouvido: ai, gente, como as crianças se divertem. Não tem jeito: criança adora se fantasiar, procurar doce e dançar Thriller, do Michael Jackson.

2. As brincadeiras de Halloween são bem legais, depois vou falar mais sobre o assunto.

3. Meu filho é dark e a festa é dele. Ele não é um cara de motivos, mal sabe quem é Ben 10 e não tá nem aí pros Carros. Eu tenho ho-ras de vídeo do rapaz contando histórias e to-das envolvem bruxas, dinossauros e men at work (os homens da construção civil, que fazem aquela barulheira e Noah acha que eles são lobos disfarçados. Ele me pediu pra não contar pra ninguém, então guardem segredo.) Eu nunca comprei um livro de contos de terror, nada disso. A esculhambação sai toda da cabecinha dele. Várias vezes ele está conversando e olha pra algum lugar atrás de mim, dizendo “A bruxa acabou de passar atrás de você, mamãe.” Dá até medinha, mas o que esperar de um rapaz que nasceu em um 31 de outubro?

***

Mas será possível fazer uma festa de Halloween CLEAN, linda e que não seja assustadora, muito preta, muito alaranjada, muito Marilyn Manson? Desafios, desafios. E quando eu falo em “fazer”, é fazer mesmo, tipo mão na massa. Ah! Eu também já disse que nasci desprovida de talentos manuais, certo?

2 horas de pesquisa (sabiam que o halloween é uma festa originalmente celta?), um litro e meio de café e 327 abóboras depois, eu encontrei a luz no final do túnel. A esperança veste branco:

 

não sou laranja, não sou aranha e não levo tnt

Não são liiiindos os fantasminhas, people?!

O que eu já tenho: o tecido branco, as fitinhas e a caneta preta. Como sou meio desastrada e sem jeito para os manuais, comprei olhos já feitos, bem pequenos, aqueles de boneca, sabem? Pirulitos só compro quando o aniversário estiver mais próximo (pirulito, gente, pirulito, aquele troço cheio de açúcar e corante – e tem outro jeito? espinafre não orna com fantasminha, sorry.)

Dúvida: vocês conhecem alguma outra maneira de deixá-los em pé, que não seja enfiando eles no amigo isopor?

***

Outra lindeza:

prazer, sou o balão morcego

O que eu já tenho: balões pretos, cartolina branca e preta. Pensei em comprar olhos já prontos, mas achei um pouco caro. Vou cortar as asas, os dentes, os olhos – deixar tudo prontinho. Encher os balões no dia anterior e colar tudo. Vai ser meio corrido, mas diz se não vale à pena, gente?

***

Next:

não sou apenas uma garrafinha de leite, não senhor!

O que eu já tenho: o leite aqui em casa é fresco e vem em garrafas exatamente assim. Tenho a caneta.

Dúvida: As garrafas da foto estão iluminadas por luzes de natal de baixa voltagem (e as garrafas são furadas atrás). Como eu não quero nada conectado à tomada, por medidas de segurança, estou em busca daquelas velas de mentira, sabem? Aquelas com chama de mentirinha! Alguma outra idéia? Pelamor?

***

Vou tentar também algumas decorações não D.I.Y., compradonas mesmo. Mas muita coisa está sendo feita aqui, com sangue, suor e cerveja.

As sacolas de feltro (para as lembrancinhas) foram compradas prontas, mas eu costurei uma aranha em cada uma. Cos-tu-rei. Gostei mais ou menos, mas acho que serve bem como bolsinha pra guardar as coisitas que vou esconder pelas árvores.

Ai, gente! Muita emoção, ansiedade e satisfação.

Notas:

- Estou aceitando todos os tipos de pitaco e agradeço muito. Quem quiser ver dicas interessantíssimas sobre festas de aniversário, vai lá no link do MMqD e leia os comentários. Aliás, hoje tem post meu por lá! Clica aqui!

- Eu ia postar sobre a festa somente depois do aniversário, mas achei que algumas pessoas pudessem querer aproveitar idéias e – quem sabe – se empolgar no balão-morcego!

- Ainda vou usar meus vidrinhos blim-blim (no próximo post falo dos comes & bebes e das brincadeiras.)

- O halloween para crianças de 3 anos é diferente daqueles para crianças maiores. Aqui nada vai ser muito hardcore, pra não assustar as crianças. Brincadeiras adequadas pra idade, sem faca, sem sangue nem muito menos mãos e dedos de borracha sobre a mesa. Bléca – not really my cup of tea.

- Marido, que a princípio ia se fantasiar de palhaço, agora vai ganhar fantasia de halloween e dançar Thriller, do Michael Jackson.

- Não tenho nada contra festas em buffet, playground ou na casa da Xuxa. Mas em auto-análise profunda (ouch!) descobri que esses momentos em que minha mãe preparava as festas, foram os mais felizes da minha infância. Acho que aqueles eram os raros momentos de união por um objetivo em comum, sei lá. Sou esquisita. Então estou passando as tradições adiante: na páscoa escondi ovos, fiz café da manhã para amigos e muitas crianças. Nos natais passados, Noah era muito pequeno e eu nem me preocupei muito. Mas neste Natal Noah já estará com 3 anos e já estou começando a escolher aquela que será nossa árvore, e aqueles que serão nossos enfeites, por anos e anos. Quero que ele cresça sentindo aquele cheiro de enfeites de Natal guardados, recém tirados da caixa, sabe como? Sou romântica, sou louca, uarevér.

fotos daqui.




7
Oct
toma, mãe natureza!

 

Recadinho corrido, só mesmo pra agradecer aos afagos recebidos no último post. Uia, cada abraço apertaaaaado que eu ganhei!

Obrigada, de coração.

Lendo e relendo os comentários, cheguei à seguinte conclusão: para engravidar é preciso desencanar.

E não me refiro a um desencanar mequetrefe, não senhoras. O desencanamento tem que dar-se de forma intensa, verdadeira, telúrica *.

Então vamos às medidas desencanatórias:

1. Marcar viagem pra Tailândia, de preferência em um lugar não indicado para grávidas. Uma boa sugestão são hotéis que não sejam apropriados para o estado gravídico da pessoa (termos de busca no google: hotel com escadas íngremes, banheiras pequenas, jet ski, lambada, peixe crú, cachaça, anoréxicas, drogas, salada mal lavada).

2. Inscrever-se na aula de dança indiana (essa merece um post, vocês não têm noção no que eu fui me meter).

3. Emagrecer:

Tudo começa quando você ganha uns quilitos e cai no famoso golpe do “bota tudo na conta”.

Você pensa:

“Ah, pra que perder esses dois quilinhos? Já vou engravidar mesmo! Vou botar tudo na conta. Quem é que vai saber distinguir  coxinha de nenê da coxinha de galinha?”

O problema é quando você não engravida. E é a coxinha de galinha que reina, absoluta, na pança cheia.

4. Parar de ler sobre gravidez, já rasguei tudo que eu tinha (mentira).

5. Ir pra balada com o marido, dançar, gesticular, beber, falar alto, ser jovem, ser adolescente (que engravida até menstruada, lembra?)

6.  Proferir, diariamente, o  Mantra da Desencanação Gravídica. E veja, esta é a parte mais importante do plano:

Ao acordar, olhar-se no espelho e repetir o mantra:

“Quer saber, mãe natureza?? Adivinha? Agora sou EU que não quero mais, não que-ro, não que-ro. Pode tratar de direcionar seus poderes fertilizadores a uma outra pessoa. Porque eu, darling, tô fora!”

O mantra deve ser recitado de forma intensa e verdadeira (?). Após o mantra, gargalhar bem alto, jogando a cabeça pra trás. Se quiser desafiar a mãe naturebas ainda mais, pode fazer caretas, colocar a língua pra fora e os dedinhos no nariz, estilo Claudinho & Bochecha.

***

* Ontem eu escutei a música “Telúrica” de Baby Consuelo e imediatamente pensei “Se eu não usar a palavra telúrica num post eu vou morrer. Ou não vou emagrecer.” – o TOC está piorando, não riam.

** post escrito em 22 minutos, é favor ignorar erros, falta de lógica e afins.

*** hoje tem vídeo nosso na TV MMqD. Gente, a mulherada abrindo o coração e falando sobre os  bem guardados segredos da maternidade – aqueles que ninguém teve a delicadeza de te contar. Passa lá!!!

 




22
Sep
enquanto isso, no mundo das tentantes…
Você começa a perceber que engravidar pode ser um troço bem mais demorado do que você planejou quando:

1. Nada menos que 13 pessoas (tre-ze pes-so-as) engravidam no período em que você vem tentando engravidar.

TREZE – e eu não estou exagerando. Praticamente todos os dias da minha vida eu recebo um telefonema, email ou sedex me contando boas novas gravídicas. E, só por curiosidade e  amor às estatísticas, vale deixar registrado: 65% das ligações começam com o bom e velho “Tá sentada?”

Ontem  foi a vez da minha mãe:

- Tá sentada?
- Olha, mãe, se você me disser que está grávida, eu juro que me desfilio de vossa pessoa.
- Eu? Eu não, deus me livre! Quem tá grávida é a Clarinha, a filha da Judite. Imagina! Ela só tem 16 aninhos, mas aconteceu, né?

 

2. A moça da farmácia não bota muita fé de que você vá, de fato, conseguir engravidar. Pelo menos não tão cedo.

-Será que não é melhor comprar esse teste de gravidez mais caro? – você pergunta à moça.

- Não, minha filha, compra o baratinho mesmo. E se você levar 20 testes tem desconto.

- Vinte?? Mas o que raios eu vou querer com 20 testes de gravidez???

- Ah, você vai usando, vai usando esse mês, no outro, no outro…

***

Mês passado eu achei, realmente, que estivesse grávida.

Daí tinha que responder um questionário do dentista, cuja quarta pergunta era: “existe alguma chance de que você esteja grávida?” Respondi: sim.

Então a secretária me explicou que, nesse caso, eles procuram evitar determinados procedimentos.

Eu sorri, contente com os cuidados que eram distribuídos a (nós) gestantes. No que uma senhorinha chinesa vem, agarra meu pulso e diz “Pode ficar tranquila que você não está grávida, não, viu? Dá pra ver pelo seu pulso”

Minha vontade era descer-lhe um solavanco no meio das adivinhações chinesas dela. Mas eu não desci nada. Quem desceu foi minha menstruação.

***

Meu marido vive dizendo que a hora que eu mais gosto de conversar com ele é justamente quando todas as luzes se apagam, a gente deita, ele está exausto e eu começo com minhas dúvidas existenciais:

- Amor?

- Hã.

- Como será que aquele bruxa megera senhora sabia que eu não estava grávida?

- Não sei. Amanhã a gente pensa (bocejos).

- Amor?

- Hã.

- Lembra daquela vez que a gente atravessou aquela ponte da fertilidade e não jogou nenhuma moedinha na água?

- Hã.

- Será que a ponte ou a entidade fertilizadora do universo ficou brava e rogou uma praga pra gente não engravidar?

- Anhã.

- Falei que não custava jogar a moedinha, falei. Vai ver é isso. A entidade fertilizadora universal ficou muito puta da vida dela.

E convenci o marido a voltar lá no sábado e deixar uns vinte pilas pra debaixo da ponte, pra modo de apagar qualquer má impressão que a gente possa ter causado.

***

Agora me respondam, pessoas esclarecidas, se não é a mãe natureza novamente sacaneando a mulherada!

Porque é muito pouco dia útil, minha gente!

A pessoa menstrua 5 dias, ovula 1 (com repescagem de 2 ou 3 dias) e o resto do tempo, nego não trabalha? Não labuta? Não engravida?!

(Com exceção, é claro, da Clarinha – que adolescente engravida até quando menstrua não quer.)

Abraça eu?